quinta-feira, 19 de julho de 2012

Crime? fatalidade? incúria?


O Tempo

"Custa, porque são quase seis anos de escrita, de momentos gratificantes, boas surpresas, algumas amizades e muitas provas de simpatia, mas chega sempre a altura em que a vontade não basta, é preciso tempo, e o dia, só para priveligiados como Napoleão se desdobra em quarenta e oito horas.
O meu continua nas vinte e quatro. E essas tão cheias que, nas cinco ou seis que durmo, continuo em sonhos a apressar-me, a afligir-me de não fazer a tempo o que devo ou prometi.
De modo que o Tempo Contado vai fechar. De certeza até Dezembro. Depois de verá se Cronos, que conhece o mistério das horas, alonga as minhas.
Se o não fizer, então o Tempo Contado deixa de contar, despede-se de todos com o bom sentimento de que valeu a pena, não foi tempo perdido
". J. Rentes de Carvalho

O tempo contado por J. Rentes de Carvalho tem sido um dos momentos mais gratificantes a ganhar o tempo que o escritor, a quem agradeço, me deu.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

70° aniversário da "Rafle du Vel d'Hiv"


"Il est, dans la vie d'une nation, des moments qui blessent la mémoire, et l'idée que l'on se fait de son pays.

Ces moments, il est difficile de les évoquer, parce que l'on ne sait pas toujours trouver les mots justes pour rappeler l'horreur, pour dire le chagrin de celles et ceux qui ont vécu la tragédie. Celles et ceux qui sont marqués à jamais dans leur âme et dans leur chair par le souvenir de ces journées de larmes et de honte". Il est difficile de les évoquer, aussi, parce que ces heures noires souillent à jamais notre histoire, et sont une injure à notre passé et à nos traditions. Oui, la folie criminelle de l'occupant a été secondée par des Français, par l'État français".
(...)

Assim começou o discurso do presidente Jacques Chirac, a 16 de Julho de 1995, na cerimónia do souvenir de la Rafle du vel d'Hiv, o mais vergonhoso episódio da Historia da França durante a segunda guerra mundial. Jacques Chirac foi o primeiro presidente da República a reconhecer a responsabilidade da França, como nação, na detenção, em condições inumanas, e deportação de 13.152 homens, mulheres e crianças, de origem judia, pela polícia francesa a 16 e 17 de Julho de 1942.


Um dos momentos mais importantes das comemorações, que começaram hoje em Drancy, e que está a criar alguma expectativa, no seio da comunidade judaica é o discurso que François Hollande irá pronunciar no próximo dia 22 e as exposições nas Mairie do III arrondissement.
Em tempo: e na Mairie de Paris.

sábado, 14 de julho de 2012

14 de Julho

Manuel Tito de Morais, Mário Soares (e Ramos da Costa) à chegada a Santa Apolónia a 28 de Abril de 1974 e Hermínio da Palma Inácio (de bigode), libertado dois dias antes da prisão de Caxias.

No célebre "Comboio da Liberdade" vinha também o meu tio Fernando que fugira para Paris quando Hermínio da Palma Inácio foi preso pela PIDE em Novembro de 1973.
Assim que chegou a Santa Apolonia, o tio meteu-se num táxi rumo a casa. (A minha tia Ermelinda, que tinha ido com a Maria Barroso para Paris em Dezembro de 1973 para passarem o Natal com os maridos, só voltou a Lisboa no dia 1 de Maio).

Felissíssimo de estar, enfim, em casa, o tio telefonou-me para me pedir "um grande favor". Atravessei, a correr, a Travessa de Santa Quitéria, para onde tinha ido morar pouco tempo antes e encontrei-o imerso em espuma, deliciado a tomar um banho "a sério", coisa que não pode fazer em casa do amigo que o hospedara em Paris. Sentado ao lado da banheira, estava o X Calheiros, grande amigo e o primeiro a chegar.

O tio pediu-me se não me importava de alojar "uns rapazes da LUAR", que iam chegar do estrangeiro nos dias seguintes e que não tinham família em Lisboa. Disse que sim, excitada com a ideia de receber em casa dois ou três "guerrilheiros" da "Rive Gauche"...

Entretanto iam aparecendo mais amigos dos quais o Hermínio da Palma Inácio, o "Velho" para os amigos. Estávamos todos excitadíssimos de os ver e ouvir. Por sermos muitos, decidui-se ir jantar ao restaurante. Já na rua, surgiu um problema inesperado: nenhum dos presentes tinha dinheiro para pagar o jantar para tantas pessoas. O tio tinha gasto no táxi os poucos escudos que trazia, o Velho, como sempre, tinha os bolsos vazios e os mais "ricos" não tinham liquido suficiente. Foi o Riscado, amigo de longa data, que havia "passado" para Espanha o meu irmão António, o meu tio, o Palma e outros perseguidos pela PIDE, que nos levou a um restaurante amigo que "fiou" o jantar. 
Foi nessa noite inesquecível que conheci pessoalmente o Velho.

Nos dias seguintes começaram a chegar os rapazes da LUAR. Eram mais de 15! Acamparam -todos- no meu pequeno 3 assoalhadas durante os primeiros dias da revolução. Passada a efervescência, e fartos de dormir no chão, os que tinham familia nos paises onde estavam exilados foram-se embora. Outros ficaram semanas, outros meses. Outros anos. No fim, só ficou o Fernando, pai da minha filha Joana
.


Semanas depois num restaurante do Bairro Alto a comemorar o 25 de Abril : o Zé Paulo Silva Graça, a Ju,  o "Velho" (lindo, sem bigode), o "Comandante" no meio das minhas primas Carocha e Isabelinha. Também estavam: o tio, o Telo, o Riscado e outros que já não lembro; éramos tantos! 

Faz hoje 3 anos que o "Velho" nos deixou. Tenho muitas saudades dele. Tenho muitas saudades do tio e da tia Ermelinda.
Tenho saudades dos amigos do meu tio que já partiram. Desse belo tempo, os poucos  ainda vivos estão velhos, cansados e desgostosos.  

Esta manhã

Nos "14 juillet", a "Patrouille de France" abre o défilé militar que comemora a tomada da Bastilha. Os Champs Elysées e a Place de la Concorde tornam-se palco da  force militaire que a França exibe com orgulho. O efeito é espectacular!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

50 anos!

Julho de 1962


 




 

1964

 


... 2012

Happy birthday to you, happy birthday to you ...

Deserção do embaixador sirio en Bagdad


"La Syrie a confirmé jeudi 12 juillet la défection de son ambassadeur en Irak, Naouaf Al Fares. "Le ministère des affaires étrangères syrien déclare que Naouaf Al Fares a été relevé de ses fonctions et n'a plus aucun lien avec notre ambassade à Bagdad ou le ministère. L'ambassade en Irak continuera de fonctionner normalement", peut-on lire dans un communiqué. Naouaf al Fares, qui était étroitement lié à l'appareil de sécurité syrien, est le premier diplomate de haut rang à faire défection. C'est un nouveau coup porté au régime syrien, quelques jours après la défection de Manaf Tlass, un général proche du président Assad.

(...) Depuis Bagdad, Naouaf Al Fares a appelé mercredi l'armée à "tourner ses canons et ses chars vers les criminels du régime". "Je déclare ma défection de ma mission en tant que représentant de la République arabe syrienne en Irak et mon retrait des rangs du parti Baas" [au pouvoir en Syrie]. (...) "J'appelle de même tous les gens dignes et libres de la Syrie, surtout les militaires, à rejoindre immédiatement les rangs de la révolution", poursuit l'ambassadeur – qui n'a pas précisé où il se trouvait – avant de lancer : "Tournez vos canons et vos chars vers les criminels de ce régime qui tuent le peuple""
.  Le Monde.fr avec AFP |

Mais vale tarde que nunca. Que bom seria se todos os diplomatas sirios seguissem o exemplo do embaixador Naouaf Al Fares!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

No comment

François Hollande em visite oficiel à Londres le 10 juillet 2012 - photo de Chris Harris Pool, Reuters

Où diable est passé l'anti-cyclone des Açores?


Chove todos os dias desde o começo do Verão. Chove especialmente de manhã quando saio de casa. Chove à hora do almoço e quase sempre ao fim da tarde quando saio do banco. As esplanadas estão "às moscas" mas os quais e os boulevards, esses, estão sempre engarrafados.
Chove à noite. Chove aos os fins de semana. Sábado passado choveu todo o dia.
Chove nas caras dos  que tiveram a infeliz ideia de ir passar férias na Bretanha ou na Normandia. Chove em Bruxelas e chove em Londres.

Domingo tive frio em casa. Toca a por meias e camisola de lã. Ainda durmo com a couette de inverno. Nas ruas vê-se gente de botas e polair! Diz a Météo que ce temps pourri vai manter-se ainda por mais uns 10 dias, voire des semaines...

On a marre

A grisaille ambiente alterou-me o satiné do espirito. Se houver sol, talvez me veja livre da neura que me colle há meses. Com ou sem ciclone, urge por a escrita em dia e para isso tenho que descobrir ce qui ne va plus neste computador e na alma.

Este ano não "vou" de férias. Fico aqui a pintar a casa. A poluição tirou o éclat ivoire das paredes e o branco dos tectos que lhes dei quando para aqui vim morar. Vai ser tarefa complicada e a falta de coragem não ajuda nada.

Mais où diable est passé l'anti-cyclone des Açores?

terça-feira, 10 de julho de 2012

Ouf!

"Un accord a été trouvé dans la nuit de lundi à mardi par les ministres des finances de la zone euro pour venir en aide à Madrid. Il devrait se traduire dès la fin du mois par un versement de 30 milliards d'euros. La zone euro a mis sur la table une enveloppe pouvant atteindre 100 milliards d'euros pour les banques espagnoles, mais le montant final dépendra des besoins effectifs calculés établissement par établissement. La maturité des prêts pourra aller "jusqu'à 15 ans", mais sera en moyenne de "12 ans et demi", a précisé le président de l'Eurogroupe, Jean-Claude Juncker. L'aide se fera sous conditions, à la fois sur le secteur financier dans son ensemble et pour chaque banque. Parmi ces conditions, "une régulation forte concernant la limitation des salaires des dirigeants" des banques sera nécessaire, a précisé le ministre  des finances allemand, Wolfgang Schäuble. Par ailleurs, la zone euro a autorisé l'Espagne à ne ramener son déficit public à 3 % du PIB qu'en 2014, au lieu de 2013. En échange, Madrid devra présenter d'ici à la fin du mois un plan d'ajustement pour 2013-2014". in Le Monde.fr.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

A corrupção em Portugal



"Paulo Morais, ex-vice-presidente da CM do Porto e vice-presidente da ONG "Transparência e Integridade" diz que o parlamento é o grande centro da corrupção em Portugal e que a corrupção é a verdadeira causa da crise". Entrevista de Luís Gouveia Monteiro no programa "O que fica do bairro".

Desgraçado país.

1968

O meu primeiro namorado era parecido com o Elvis. Os outros também...

sexta-feira, 6 de julho de 2012

"Amis du Peuple Syrien"

"Une centaine de pays occidentaux et arabes réunis à la conférence des Amis du peuple syrien, à Paris, ont cherché vendredi 6 juillet à faire pression sur Damas et sur Moscou pour un départ de Bachar Al-Assad dans un énième effort diplomatique aux effets incertains.

Dans leurs conclusions, les participants à cette conférence ont appelé le Conseil de sécurité de l'ONU à adopter "d'urgence" une résolution contraignante, "sous chapitre VII", ouvrant la voie à des sanctions ou même au recours à la force contre ceux qui ne respecteraient pas le texte.


"Bachar Al-Assad doit partir. C'est ce que veut son peuple. C'est l'intérêt de la Syrie, de ses voisins, et de tous ceux qui veulent la paix dans la région", a déclaré François Hollande, à l'ouverture de la réunion. "Une chose est sûre, c'est que le régime de Bachar Al-Assad ne tiendra pas, sa chute est inéluctable", a ajouté François Hollande, qui a appelé, en outre, à un renforcement du soutien apporté à l'opposition.
Paris estime que la question de l'exil de M. Assad est posée, mais juge que le président syrien ne pourra pas être accueilli dans un grand pays comme la Russie, la France ou les Etats-Unis, a déclaré vendredi le ministre Laurent Fabius sur Europe 1.

L'objectif affiché de cette troisième conférence des Amis du peuple syrien est de montrer une forte mobilisation internationale en faveur d'une transition politique prévoyant la mise à l'écart du président Assad.

IMPOSER DES SANCTIONS

La communauté internationale ne peut rester les bras ballants face à la situation en Syrie sous peine de favoriser d'autres massacres, a déclaré pour sa part le chef de la diplomatie britannique. "On ne peut rester sans rien faire. Si vous n'imposez pas des sanctions et que vous ne les appliquez pas intégralement, vous donnez les moyens au régime de M. Assad de continuer à tuer les Syriens", a déclaré William Hague à l'assemblée.

Présente à cette réunion, la secrétaire d'Etat américaine, Hillary Clinton, a demandé une résolution de l'ONU sur la transition en Syrie assortie de menaces de sanctions : "Il est tout à fait nécessaire de saisir à nouveau le Conseil de sécurité". Elle a dans le même temps accusé Pékin et Moscou de "bloquer" les progrès en estimant, elle aussi, que la marche vers la chute du régime de Bachar Al-Assad était "inexorable".

Face aux critiques, le vice-ministre des affaires étrangères russe, Sergueï Riabkov, a "catégoriquement" rejeté vendredi l'idée que la Russie soutenait le régime du président syrien. "Nous rejetons catégoriquement la formulation selon laquelle la Russie soutient le régime de Bachar Al-Assad dans la situation qui s'est formée en Syrie", a déclaré M. Riabkov.

"ZONE D'EXCLUSION AÉRIENNE ET CORRIDORS HUMANITAIRES"

La conférence a décidé "d'accroître massivement l'aide à l'opposition", notamment par des moyens de communication, alors que l'armée syrienne a pris vendredi matin le contrôle du bastion rebelle de Khan Cheikhon, dans la province d'Idlib, dans le nord du pays, après une attaque sur la ville appuyée par hélicoptère, a annoncé un porte-parole des insurgés.

Le chef du Conseil national syrien (CNS, opposition) a appelé à se prononcer pour l'établissement d'une zone d'exclusion aérienne et de corridors humanitaires. "Il faut prendre toutes les mesures afin d'établir une zone d'exclusion aérienne et des corridors humanitaires", a dit Abdel Basset Sayda lors de cette conférence. Parallèlement, le chef du CNS a assuré que "le régime est en train de tomber, de perdre le contrôle du territoire".

Abdel Basset Sayda a lancé un appel à la communauté alaouite, minorité dont est issu Bachar Al-Assad et qui contrôle les leviers du pouvoir dans le pays. "Nous souhaitons dire à nos frères alaouites qu'ils sont une composante importante du tissu national syrien. Nous n'allons pas les discriminer, seules les personnes responsables seront jugées" pour les crimes commis depuis dix-sept mois, a dit le président du CNS, lui-même d'origine kurde.

Le chef du CNS s'est enfin adressé aux Russes, qui sont, avec les Chinois, les principaux soutiens internationaux au régime de Damas et bloquent toute action résolue du Conseil de sécurité contre le pouvoir. Ces deux pays sont absents de la conférence de Paris. "Nous lançons un appel aux responsables russes. Nous avons des droits légitimes et c'est dans l'intérêt des deux peuples : le peuple russe et le peuple syrien", a-t-il dit.

DIVISIONS

Mais les participants se réunissent sur fond de profondes divisions, d'une part entre membres permanents du Conseil de sécurité de l'ONU, la Russie et Chine, qui boycottent à nouveau ce forum refusant un départ forcé de Bachar Al-Assad, d'autre part entre les différents courants de l'opposition qui n'arrivent pas à s'unir.

Les Etats-Unis, la plupart des pays européens, des Etats de la Ligue arabe, dont le Qatar ou l'Arabie saoudite, représentés pour la plupart par leur ministre des affaires étrangères, assistent à cette conférence aux côtés de plus d'une centaine de membres de l'opposition et de la société civile syriennes.
Ils doivent y réaffirmer la "condamnation de la répression" et annoncer "des choses concrètes" pour faire pression sur le régime, soutenir la population et l'opposition, selon une source diplomatique occidentale. Cela pourrait passer par une "extension des sanctions", selon le ministre des affaires étrangères français, Laurent Fabius.

M. Fabius qui précise dans un entretien au journal
Le Parisien/Aujourd'hui en France que la conférence pourrait approuver le principe de la fourniture de moyens de communication à l'opposition ainsi que celui d'un appui aux "réseaux humanitaires" en Syrie.

Pour débloquer la situation, les Occidentaux continuent de tabler sur un changement de position de la Russie, allié de longue date du régime syrien. Mais jusqu'à présent les efforts diplomatiques n'ont pas payé tandis que le bilan de la répression et des combats ne cesse de s'accroître.

RÉDUIRE LE NOMBRE D'OBSERVATEURS

Ban Ki-moon doit présenter vendredi devant le Conseil de sécurité ses propositions concernant le sort de la Mission de supervision des Nations unies en Syrie (Misnus), qui devait se charger principalement de vérifier le respect du cessez-le-feu. Le Conseil de sécurité, divisé sur la question de la résolution de la crise syrienne, doit prendre une décision sur l'avenir de la Misnus, forte de trois cents personnes, avant le 20 juillet, date d'expiration du mandat. Le secrétaire général de l'ONU devrait demander au Conseil de sécurité de ne pas modifier la mission des observateurs en Syrie mais proposer d'en réduire temporairement le nombre, ont indiqué jeudi des diplomates.

La Russie et la Chine souhaitent que la mission de l'ONU reste en place, alors que les Etats-Unis et les membres européens du Conseil de sécurité doutent de l'intérêt de garder des observateurs en Syrie alors qu'il n'y a aucun cessez-le-feu. Le Conseil devrait discuter de ce sujet mercredi prochain et le vote devrait intervenir mercredi 18 juillet.

Le Maroc puis l'Italie accueilleront les prochaines conférences des Amis du peuple syrien."
"Le Conseil des droits de l'homme adopte une nouvelle résolution très critique.
Le Conseil des droits de l'homme de l'ONU a adopté, vendredi 6 juillet, une nouvelle résolution très critique envers Damas, mais appelant toutes les parties à cesser la violence et insistant sur la nécessité de mener une véritable enquête internationale sur les crimes commis de part et d'autre.
"C'est un message du Conseil pour les victimes de cette crise qui continue et s'approfondit", a déclaré la présidente du Conseil, Laura Dupuy-Lasserre. "Adopter la résolution, c'est un moyen de montrer notre solidarité vis-à-vis du peuple syrien", a déclaré la représentante américaine auprès du Conseil, Eileen Chamberlain Donahoe.
Les quarante-sept Etats membres du Conseil ont refusé un amendement proposé par la Russie, qui souhaitait que la résolution "condamne fermement tous les actes de terrorisme en Syrie"". in Le Monde.fr


Entretemps, les massacres et la torture continuent en Syrie

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Barbarie

mausolée de Saint Sidi

«Les islamistes qui contrôlent Tombouctou y ont détruit lundi matin la porte d'entrée d'une mosquée après avoir démoli pendant le week-end plusieurs mausolées de saints musulmans de la ville.
(…) Après les mausolées de saints, Ançar Eddine avait menacé ce week-end de s'en prendre aux mosquées de la ville, affirmant agir ainsi "au nom de Dieu" et en représailles à la décision de l'Unesco, le 28 juin, d'inscrire Tombouctou sur la liste du patrimoine mondial en péril. Au total, sept des 16 mausolées de cette ville mythique, généralement en terre crue, ont été détruits en deux jours : après les sanctuaires de Sidi Mahmoud (nord de la ville), Sidi Moctar (nord-est) et Alpha Moya (est) samedi, les hommes du groupe Ançar Eddine ont démoli dimanche à coups de houes et burins quatre autres mausolées, dont celui de Cheikh El-Kébir, situés dans l'enceinte du cimetière de Djingareyber (sud), selon un témoin.

(…)Les mausolées, avec des tombes portant des stèles et autres insignes funéraires, sont d'importants sites de recueillement. Les saints sont considérés à Tombouctou comme des protecteurs, ils "représentent ceux que, dans la culture occidentale, on appelle saints patrons", selon un expert malien spécialiste de l'histoire de Tombouctou et originaire de la ville».

Et nous?