sexta-feira, 11 de março de 2011

Gerações "aperta o cinto"

""Les Etats membres accueilleront positivement les nouvelles mesures annoncées vendredi à Lisbonne et rappelleront qu'il feront tout ce qui sera nécessaire pour soutenir la zone euro", a indiqué cette source à Reuters"...

NOUVELLES MESURES D'AUSTÉRITÉ AU PORTUGAL

Le ministre des finances portugais, Fernando Teixeira dos Santos, a annoncé vendredi 11 mars un renforcement des mesures de consolidation budgétaire afin de "garantir" une réduction du déficit public à 4,6 % du PIB en 2011.

"Nous allons renforcer les mesures de réduction des dépenses prévues en 2011 afin de dégager une marge de sécurité supplémentaire qui garantisse, de manière encore plus forte, l'objectif d'un déficit à 4,6 %", a déclaré le ministre lors d'une conférence de presse, à quelques heures d'un sommet de la zone euro consacré à la crise de la dette.

Ces mesures, qui toucheront notamment le secteur de la santé, les entreprises publiques et les prestations sociales, sont des "mesures de précaution" qui vont permettre un "ajustement supplémentaire de l'ordre de 0,8 % du PIB", a-t-il affirmé. Le ministre a par ailleurs réaffirmé l'engagement de son gouvernement à réduire le déficit public à 3 % dès 2012 et à 2 % en 2013.

UNE CROISSANCE DE 1,4 % EN 2010

Le produit intérieur brut (PIB) du Portugal a baissé de 0,3 % au quatrième trimestre par rapport au troisième, a annoncé vendredi l'Institut national des statistiques, confirmant son estimation faite le mois dernier. Par rapport au quatrième trimestre 2009, l'économie portugaise affiche néanmoins une croissance de 1,2 % et, sur l'ensemble de 2010, le PIB a augmenté de 1,4 % après s'être replié de 2,5 % en 2009.

Lisbonne avait prévu pour l'ensemble de 2010 une croissance de 1,3 %. Le recul du PIB d'un trimestre sur l'autre s'explique par une baisse de la consommation des ménages et des investissements à la suite des mesures d'austérité mises en place par Lisbonne."

As más noticias começaram cedo e pioram de hora a hora e o maremoto ainda não chegou ao fim...

Março (2) O golpe da Sé


"Há 50 anos, na madrugada de 11 para 12 de Março de 1959, deveria ter eclodido o «golpe da Sé», assim chamado porque os conspiradores reuniram na Sé Patriarcal de Lisboa, de que era pároco o padre João Perestrelo de Vasconcelos (*) , um dos participantes. Ainda está por fazer a história dessa falhada intentona que se propunha derrubar o governo de Salazar, na sequência da burla eleitoral das eleições presidenciais de 1958, em que a candidatura do general Humberto Delgado tinha incendiado o país. Em particular, estiveram envolvidos muitos elementos que a PIDE nunca detectou, foram feitos previamente muitos contactos pelos participantes directos no golpe entre oposicionistas ao regime para um eventual futuro governo provisório, em caso de vitória. No entanto, apenas me vou limitar a dar algumas informações sobre essa falhada tentativa de golpe, recolhidas no Arquivo da PIDE/DGS, polícia que terá sabido da eclosão do golpe com antecedência e conseguiu matá-lo à nascença.


Militares e civis católicos

No seu livro Portugal Amordaçado, Mário Soares observou que o «golpe da Sé» nada teve a ver com os tradicionais movimentos putschistas militares anteriores, não só porque nela participaram diversos jovens civis, já sem qualquer relação com os republicanos e «reviralhistas», como devido a ter sido «um movimento de clara inspiração católica, embora com a participação importante de elementos não católicos, democratas de diferentes correntes oposicionistas». A «alma civil da conspiração foi o oficial da marinha mercante Manuel Serra, antigo dirigente da juventude católica e participante entusiástico da candidatura Delgado» do ano anterior. Entre os civis, destacaram-se Fernando Oneto, Asdrúbal Pereira, Horácio Queiroz, Raul Marques, Jaime Conde, Pedro Bogarim, Amândio da Conceição Silva, que participaria no desvio do avião da TAP em 1961, e António Vilar, morto anos depois na revolta de Beja, no final deste ano. Mário Soares referiu ainda a participação do seu amigo Eurico Ferreira, advogado de Santarém.


No «plano estritamente militar, se bem que a direcção suprema pertencesse ao então major Pastor Fernandes, (…), o principal organizador da conspiração parece ter sido o dinâmico capitão Almeida Santos, antigo dirigente da “Mocidade Portuguesa”, assassinado depois em condições dramáticas». Outras figuras de relevo do movimento foram os majores Clodomiro Sá Viana Viana d´Alvarenga e Luís Calafate, os capitães Fernando Costa Revez Romba e Amílcar Domingues, o 1.º tenente da Armada Vasco da Costa Santos e o oficial miliciano médico Jean Jacques Valente. Por seu lado, o capitão João Varela Gomes, que viria a ser o dirigente militar do «golpe de Beja», em 1962, disse também que o núcleo dinamizador dessa movimentação era constituído por católicos e monárquicos, citando, além de Manuel Serra e do capitão Almeida Santos, o advogado Francisco Sousa Tavares e o capitão Nuno Vaz Pinto. O próprio Varela Gomes chegou a participar numa das reuniões da conspiração, ao lado do então capitão de Engenharia Vasco Gonçalves e do capitão Baptista da Silva, que representava jovens oficiais de Infantaria, entre os quais se contavam ainda Firmino Miguel e Soares Carneiro.


Segundo o relatório do processo da PIDE, a autoria do golpe Movimento Militar Independente (MMI) propunha-se «libertar o país do regime de força e ditadura pessoal a que se encontra sujeito, obrigando o governo a abandonar o poder, pela efectuação de um golpe militar». O comando supremo do golpe ficava a cargo de uma Junta Militar Nacional do MMI e as forças revolucionárias eram compostas por militares – combatentes ou simpatizantes -, grupos técnicos, para ocupar, impedir ou assegurar o funcionamento das emissoras, transportes colectivos, correios, telefones, centrais eléctricas, bem como por grupos auxiliares de combate ou informação.

A PIDE apurou que estavam ainda envolvidos na «conjura» muitos civis, o principal dos quais era Manuel Serra, dirigente da JOC e director da revista Náutica, enquanto chefe de uma milícia civil e elemento ligação entre esta e a Junta do MMI, através do major Calafate. Observe-se a proximidade entre a sigla do MMI e a do Movimento Nacional Independente (MNI) de Humberto Delgado, que aliás aguardou a eclosão do golpe na embaixada do Brasil onde estava exilado, pronto a sair. Relativamente à acção dos civis, entre os quais havia um médico e um padre, a PIDE assinalou, no seu relatório, que, a partir de Janeiro de 1959, se haviam activado os preparativos, segundo um plano que previa a divisão da cidade em quatro sectores, nos quais actuariam vários grupos, cada um constituído por cinco homens, sob o comando de um oficial miliciano fardado. A principal tarefa desses grupos era a captura de membros do governo e de altas individualidades, os quais seriam depois entregues às autoridades militares, e depois do «golpe», manutenção da ordem nas ruas e nos edifícios públicos.


Falhanço do golpe

Marcado o dia da eclosão do golpe para dia 12 de Março, cerca de cem civis aliciados receberam ordem de concentração em vários pontos da cidade, em leitarias e cafés, enquanto os chefes dos grupos foram convocados para os claustros da Sé de Lisboa, onde aguardariam instruções. Dispondo de automóveis alugados ou táxis, cada grupo ficou de se dirigir a para um local receber armamento que Fernando Oneto iria buscar numa determinada unidade militar da guarnição de Lisboa.

Às 23 horas de dia 11 de Março, todos se dirigiram aos lugares marcados e Manuel Serra, com quatro ou cinco colaboradores, distribuíram distintivos, cordas e fardas, quando chegaram à Sé dois oficiais da Junta Militar, um dos quais, Pastor Fernandes, deu ordem de dispersão e saída rápida dessa igreja, devido ao facto de o governo já estar informado do golpe. Dado que Fernando Oneto já tinha partido para a unidade militar de Lanceiro 2, onde iria carregar o armamento para os grupos civis, Manuel Serra, o tenente Vasco da Costa Santos e o major Pastor Fernandes partiram num automóvel, guiado por Mateus, para a Calçada da Ajuda, onde conseguiram travar aquele de receber as armas.

O movimento falhou, entre outras razões, devido a diversas fugas de informação, uma das quais foi detectada pelo tenente-coronel Joaquim dos Santos Gomes, comandante do Batalhão de Metralhadoras 1, que prontamente avisou a tutela. Em consequência as unidades militares de Lisboa entraram de prevenção e os oficiais, que tinham ligações, quer a esse quartel, quer ao Grupo de Companhias de Trem Auto, ao Regimento de Infantaria 1 e ao Regimento de Lanceiros 2, não actuaram. Terá havido também vigilância prévia e infiltração da PIDE, que soube de antemão o que se iria passar e prendeu 44 pessoas acusadas de participação no movimento, a primeira das quais foi Manuel Serra, detido ao cair da noite de dia 13 de Março.

A prisão de católicos

Outros dirigentes católicos detidos foram João Joaquim Gomes, presidente da JOC, José Hermínio Bidarra de Almeida, da JUC, e Armando Bento dos Santos, pelo qual a Câmara Eclesiástica do Patriarcado intercedeu junto da PIDE. Um dos elementos presos pertencia à família da casa onde o pai de Salazar tinha sido feitor. Tratou-se do padre João Perestrelo de Vasconcelos, recentemente falecido, que a PIDE foi deter, em 18 de Março de 1959, na sacristia da Igreja da Cova da Piedade. Começando por recusar seguir o agente que o foi prender, por pertencer a uma polícia que considerava ilícita, acabou depois por dizer que acederia se recebesse ordem para isso do Patriarcado.

O certo é que a isso foi instado por Manuel Gonçalves Cerejeira e, através de uma carta dirigida à PIDE pelo padre Perestrelo de Vasconcelos, se fica a saber que se apresentara na sede dessa polícia por ordem do «Eminentíssimo Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa». A PIDE apurara que esse sacerdote tinha contactos com Manuel Serra e sabia da tentativa de golpe, tendo facilitado conscientemente a entrada de revolucionários civis nos claustros da Sé. Depois do falhanço do «golpe», oferecera-se ainda para destruir papéis, e transportara um dos revolucionários no seu automóvel até à Praça do Comércio, bem como uma pequena pasta com documentos, que queimara depois em casa do seu pai. Em 21 de Maio de 1959, acabou por ser solto mediante o pagamento de uma caução de 10.000$00.

Exército versus PIDE

Os oficiais militares envolvidos no «golpe da Sé», como já tinha acontecido em outras tentativas, queixaram-se por ficar sob a alçada da PIDE, que os começou a interrogar. Ao ser interrogado pelo inspector-adjunto Boim Falcão e pelo chefe de brigada Armando Rodrigues Rego, o major Alvarenga lamentou que, «estando como arguido de processo que corre os seus termos no foro militar», tivesse sido obrigado a ir a essa polícia prestar declarações. Os capitães Almeida Santos e Fernando Revez Romba disseram o mesmo, acrescentando o último que se sentia «humilhado como oficial do Exército por ter sido obrigado a ir à PIDE», pois que «as declarações podiam ter sido feitos segundo o foro militar».

O ministro do Exército, Almeida Fernandes, manifestou então o seu descontentamento e, em 20 de Março de 1959, elaborou um despacho, segundo o qual era a PJ Militar que tinha competência legal para proceder à instrução preparatória de um processo por crime contra a segurança do Estado com arguidos militares. Numa carta enviada ao inquiridor da PJ Militar, general, Manuel Lopes Pires, a PIDE informou, que, através dos interrogatórios feitos aos arguidos, se havia confirmado a participação de diversos oficiais, que ficariam num processo à parte do processo referente aos civis detidos à ordem dessa polícia. Com «a devida vénia», o director da PIDE lembrou que incumbia a essa polícia a instrução preparatória dos processos respeitantes a crimes contra a segurança do Estado, não havendo distinção entre os arguidos civis e militares. Acrescia ainda – dizia a PIDE – que o interesse público justificava que as diligências fossem feitas pela única autoridade «especializada na averiguação dos crimes contra a segurança do Estado».


Epílogo: o julgamento

Entre os implicados do «golpe da Sé», vinte e três foram a tribunal, mas, quando o julgamento começou, Manuel Serra, Amândio da Conceição Silva, Francisco Mateus, Raul Miguel Marques e o major Luís Calafate estavam asilados em embaixadas latino-americanas, enquanto o capitão Almeida Santos estava morto e Jean-Jacques Valente encontrava-se evadido. Lembre-se que, na noite de 20 para 30 de Novembro de 1959, estes dois se tinham evadido do forte de Elvas, com a cumplicidade do cabo António Marques Gil. O capitão Almeida Santos acabou por ser assassinado por razões passionais pelos outros dois companheiros, aparecendo o seu cadáver numa praia do Guincho, um episódio que foi aliás tema do livro de José Cardoso Pires, intitulado A Balada da Praia dos Cães. Em 14 de Janeiro de 1961, o tribunal leu a sentença dos implicados no «golpe da Sé», cujas penas não foram porém muito elevadas, oscilando entre os três e os vinte e dois meses de prisão. Esse facto e o de muitas das penas terem ficado suspensas levaram aliás Mário Soares, que foi então advogado de defesa de Fernando Oneto, a elogiar o presidente do Tribunal e o juiz auxiliar, coronéis Rui da Cunha e Teixeira.

Implicados do «golpe da Sé» que foram a tribunal e respectivos defensores:
- Augusto Pastor Fernandes, Fernando Revez Romba e Eurico Ferreira, defendidos por Eduardo de Figueiredo;
- Clodomiro Sá Viana Alvarenga, representado por Francisco Sousa Tavares e Fernando Calixto;
- Amílcar Ferreira Rodrigues, defendido por Artur Cunha Leal;
- Carlos de Jesus Vilhena e Pedro Navarro Bogarim, defendidos por Duarte Vidal;
- Vasco Costa Santos, defendido por Luís Carvalho de Oliveira;
- António Pedro Correia Vilar, defendido por João Paulo Monteiro;
- Afonso Costa Santos, defendido por José Joaquim Catanho de Meneses;
- Francisco dos Santos Mateus, defendido por Francisco Salgado Zenha e Mário Soares
- Fernando Oneto, defendido por Mário Soares;- Manuel Serra, defendido, por João Camossa;
- Jaime do Rosário Fernandes Conde e Amândio da Conceição Silva, defendidos por Varela Cid;- Raul Marques e Henrique Febrero de Queirós, defendidos por Acácio Gouveia;- Miguel da Silva, defendido por Eduardo Fernandes e Rui Cabeçadas;
- Helder Pereira da Silva, defendido por Acácio Gouveia, Gustavo Soromenho e Mário Soares;
- Carlos Alberto dos Santos Oliveira, defendido por Ernesto de Moura Coutinho;
- António Amado da Silva Ruivo, defendido por Mário Soares e Gustavo Soromenho;
- João Joaquim Gomes, defendido por Ernesto Moura Coutinho
- Asdrubal Teles Pereira, defendido por Sargo Júnior.
Fontes e bibliografia
Arquivo da PIDE/DGS no ANTT, pr. 368/59. «Tentativa de golpe de Estado»,
Arquivo da PIDE/DGS no ANTT, pr. 730 GT, Manuel Serra
Frederico Delgado Rosa, Humberto Delgado, Biografia do General sem Medo, Lisboa, Esfera dos Livros, 2008
João Varela Gomes, Tempo de Resistência, Lisboa, Ler Editora, 1980
Mário Soares, Portugal Amordaçado, Depoimento sobre os Anos do Fascismo, Lisboa, Arcádia, 1974"

in Caminhos da Memoria blog de Irene Pimentel

Março (1)

quinta-feira, 10 de março de 2011

Frisos...


..."É altura dos Portugueses despertarem da letargia em que têm vivido e perceberem claramente que só uma grande mobilização da sociedade civil permitirá garantir um rumo de futuro para a legítima ambição de nos aproximarmos do nível de desenvolvimento dos países mais avançados da União Europeia.
...
Precisamos de uma política humana, orientada para as pessoas concretas, para famílias inteiras que enfrentam privações absolutamente inadmissíveis num país europeu do século XXI. Precisamos de um combate firme às desigualdades e à pobreza que corroem a nossa unidade como povo. Há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos.

A pessoa humana tem de estar no centro da acção política. Os Portugueses não são uma estatística abstracta. Os Portugueses são pessoas que querem trabalhar, que aspiram a uma vida melhor para si e para os seus filhos. Numa República social e inclusiva, há que dar voz aos que não têm voz."...

O Presidente da Répública Portuguesa despertou, ontem, ao fim de muitos anos de letargia, para nos lembrar que é preciso "uma política humana". Mais vale tarde que nunca..

quarta-feira, 9 de março de 2011

"Space of freedom"






"Ce projet a pour ambition d’explorer les échanges entre l’écriture de l’espace, confiée à Antonio De Sousa Dias, et l’improvisation électroacoustique comme un jeu en temps réel par les PhonogénistesCes Vertiges de l’espace, comme autant de sculptures de la matière sonore, enveloppent l’auditeur, accueillent son écoute afin de la guider dans un univers sans cesse renouvelé alliant finesse et complexité. [...]"


Antonio Sousa Dias é compositor e musicólogo. Tive o privilégio de o conhecer, no Festival des Villes des Musiques du Monde em Aubervilliers em Outubro do ano passado quando participou, com Francisco Fanhais, num espectáculo de homenagem a José Afonso.

terça-feira, 8 de março de 2011

Vive les femmes!


"Il y a cent ans jour pour jour, les femmes du monde entier ont fait un pas historique sur la longue route de l’égalité." cf. aqui: ONU FEMMES

quarta-feira, 2 de março de 2011

Here I stand a thousand kisses deep

If you want a lover
I'll do anything you ask me to
And if you want another kind of love
I'll wear my leather mask for you
If you want a partner
Take my hand
Or if you want to strike me down in anger
Here I stand
I'm your man
If you want a boxer
I will step into the ring for you
And if you want a doctor
I'll examine every inch of you
If you want a driver
Climb inside
Or if you want to take me for a ride
You know you can
I'm your man
Ah, the moon's too bright
The chain's too tight
The beast won't go to sleep
I've been running through these promises to you
That I made and I could not keep
Ah but a man never got a woman back
Not by begging on his knees
Or I'd crawl to you baby
And I'd fall at your feet
And I'd howl at your beauty
Like a dog in heat
And I'd claw at your heart
And I'd tear at your sheet
I'd say please, please
I'm your man
And if you've got to sleep
A moment on the road
I will steer for you
And if you want to work the street alone
I'll disappear for you
If you want a father for your child
Or only want to walk with me a while
Across the sand
I'm your man
If you want a lover
I'll do anything that you ask me to
And if you want another kind of love
I'll wear a mask for you

Leonard Cohen, live in London, 2009

terça-feira, 1 de março de 2011

Annie

Annie Girardot (Nadia) sublime no "Rocco e i suoi fratelli"
partiu, mas desta vez, em paz.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

C'est quoi le bonheur?

Henri Matisse 1905-1906
Le bonheur de vivre

"Le bonheur est un état durable de plénitude et de satisfaction, état agréable et équilibré de l'esprit et du corps, d'où la souffrance, le stress, l'inquiétude et le trouble sont absents".

"Du point de vue de l'étymologie, le bonheur est l'aboutissement d'une construction, et qu'il ne saurait être confondu avec une joie passagère".

Conclusion: Le bonheur n'existe pas.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

"um dia rirá melhor quem rirá por fim"


A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome para qualquer fim
Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue de um peito aberto sai

O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal
E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o Pintor morreu

Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale
À lei assassina, à morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou

Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim
Na curva da estrada à covas feitas no chão
E em todas florirão rosas de uma nação
 
Fez ontem 24 anos que Zéca Afonso nos deixou orfãos.
Portugal perdeu um grande homem e com ele perdemos a esperança de viver amanhãs que cantam uma nação mais justa e amiga dos seus filhos.
 
Até sempre amigo!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

"Guernica"

Pablo Picasso - 1937

O esquizofrénico Kadhafi promete a guerra ao seu próprio povo!
Não a um novo Guernica na Líbia!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A diplomacia francesa... e o "Café Marly"


"On ne s'improvise pas diplomate"
"Un groupe de diplomates français de générations différentes, certains actifs, d'autres à la retraite, et d'obédiences politiques variées, a décidé de livrer son analyse critique de la politique extérieure de la France sous Nicolas Sarkozy. En choisissant l'anonymat, ils ont imité le groupe Surcouf émanant des milieux militaires, dénonçant lui aussi certains choix du chef de l'Etat. Le pseudonyme collectif qu'ils ont choisi est "Marly" – du nom du café où ils se sont réunis la première fois. Ceci est leur premier texte public.

[...], en matière diplomatique, que de contrariétés pour les autorités politiques ! A l'encontre des annonces claironnées depuis trois ans, l'Europe est impuissante, l'Afrique nous échappe, la Méditerranée nous boude, la Chine nous a domptés et Washington nous ignore !... Plus grave, la voix de la France a disparu dans le monde."[...] in "Le Monde" 22/02/2011
 
Le "Café Marly"
Photograph by Peter Turnley/Corbis
Um dos sítios mais simpácticos, em Paris, "au coeur du Louvre",  para tomar um "Gin tonic", ou um "chocolat chaud" quando faz frio, "en tête-à-tête",  é na "terrace" do "Café Marly" de preferência ao por do sol. A vista que dali se desfruta é soberba!

Em tempo:
 (1) O "Grupo Marly" provocou polémica e tem um rival cujo pseudómino é "le Rostand".
(2) suite dos ataques...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Love songs



Where do you go
When your tides get low
In the summer dress
Of your drunkenness

I go far from here
Where the silence sleeps
In the very deeps
Of the holy blue

And I dream of you
And I dream of you
Dream of you
Dream of you

What do you say
When the rotted day
Is around your feet
In the noisy street

And your eyes fall rain
From pain from pain
I say never again
Never again

Never again
Why do you wander
So light though falling
In the underwater calling

Skate like a bird
Drunk on a word
Almost in love
If I only knew

But the best will drive
Through me and you
Me and you
Me and you



There is no end to this story
No final tragedy or glory
Love came here and never left

Now that my heart is open
It can't be closed or broken
Love came here and never left

Now I’ll have to live with loving you forever
Although our days of living life together
Of living life together are over

There's nothing here to throw away
I came to you in light of day
And love came here and never left.

Two beautiful love songs through troubled times...

sábado, 19 de fevereiro de 2011

"Já..."

"Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? eu adoro voar!"

Clarice Lispector

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

"CE N'EST PAS BIEN GRAVE"

"Anne passera un scanner, dimanche matin, dans une autre clinique. Qui révélera distinctement l'image d'une pince chirurgicale d'environ 10 centimètres au milieu du ventre. "A force d'insistance" de son avocat, elle obtiendra finalement que son chirurgien la réopère lundi après-midi pour retirer la "pince oubliée"...
A aucun moment il ne s'est excusé. Il m'a dit : 'Heureusement, ça m'arrive en fin de carrière.' Pour lui, c'est un 'oubli', 'rien de bien dramatique', il n'a pas pris le temps de prendre conscience de mon mal-être, du traumatisme", soupire la jeune femme, révoltée de cette "désinvolture". Comble du "cynisme", le chirurgien lui a assuré que cette nouvelle opération était son "cadeau de Saint-Valentin" et qu'elle "avait droit à une opération gratuite"...
in "Le Monde"

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

YOUPY!!!

J45 -  boas noticias: acabo hoje os antibioticos (3 x por dia x 60 dias) e.....  tenho alta dia 18!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Le Caire - le goût de la victoire


L'espoir qui anime les jeunes -et les moins jeunes- devrait nous remplir de joie. Ils sont des millions en Afrique du Nord et au proche Orient à suivre cette fantastique vague de liberté!
photo AP

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

11/02/2011 - J18

Après Ben Ali, Moubarak vient de dégager. Je revis la révolution des oeillets!
Demain la marche a lieu à Alger.
Photo de Pierre Boisseau

PS: Estou muito grata a Isabel Seixas por este lindo poema que generosamente aqui deixou: 

O jardim

ter de se insurgir
Contra
A erva daninha

Os bens indivisiveis
capturados
como sonhos impossiveis

A naturalidade
da sede e da fome
amordaçadas

como pertença de um só homem

E ...
a lucidez
continua demente
achar que só um
pode mandar
Em toda a gente...

E...
Todos são Tempo
pra fé e alento
e modelos de alternância
entre humildade e arrogância
E ...
são ódios e são amores
anestésicos estimuladores
portas entreabertas pelos calores
Nunca acabam...São são Despertadores...

Isabel Seixas

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

sábado, 5 de fevereiro de 2011

"Les démons de Lisbonne"

Antonio Lobo Antunes et les démons de Lisbonne font la "une" du "Le Monde Des Livres" de cette semaine. A propôs de son dernier livre "Mon nom est Légion", Nils C. Ahl écrit: "la grimace est là sans que l'on sache si elle est de souffrance ou de moquerie".

Je me suis toujours posé la même question!