Subida das taxas de juros hoje: 1 ano/8.028%, 2 anos/8.616%, 3 anos/9.387%, 5 anos/9.5%, 10 anos/8.667%... e amanhã?
quinta-feira, 31 de março de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
António Lobo Antunes sur "France Culture"
Recebi, há instantes, esta informação:
"Sur France Culture entretiens avec António Lobo Antunes cette semaine dans l'émission "A voix nue" de 20h à 20h30 du lundi au vendredi (ce soir mardi : la révolution des oeillets) ; suivis du feuilleton "Mon nom est légion" de Lobo Antunes de 20h30 à 21h. (nota: não consegui confirmar o tema de hoje)
Ces émissions peuvent être écoutées pendant une semaine sur le site de France Culture".
"Sur France Culture entretiens avec António Lobo Antunes cette semaine dans l'émission "A voix nue" de 20h à 20h30 du lundi au vendredi (ce soir mardi : la révolution des oeillets) ; suivis du feuilleton "Mon nom est légion" de Lobo Antunes de 20h30 à 21h. (nota: não consegui confirmar o tema de hoje)
Ces émissions peuvent être écoutées pendant une semaine sur le site de France Culture".
"Indignez-vous" - Un "petit" grand livre
Stéphane Hessel par franceinter
... tal como escreveu Stéphane Hessel no final do seu manifesto pela indignação:
« le nazisme est vaincu, grâce au sacrifice de nos frères et soeurs de la Résistance et des Nations unies contre la barbarie fasciste. Mais cette menace n'a pas totalement disparu et notre colère contre l'injustice est toujours intacté ».
Non, cette menace n'a pas totalement disparu. Aussi, appelons-nous toujours à « une véritable insurrection pacifique contre les moyens de communication de masse qui ne proposent comme horizon pour notre jeunesse que la consommation de masse, le mépris des plus faibles et de la culture, l'amnésie généralisée et la compétition à outrance de tous contre tous.»
"Indignez-vous"!
ler mais aqui, aqui e aqui
segunda-feira, 28 de março de 2011
domingo, 27 de março de 2011
Bavures...
"Plusieurs civils ont été tués ou blessés vendredi 25 mars dans une frappe aérienne de la force internationale de l'OTAN (ISAF) en Afghanistan, dans la province méridionale du Helmand, fief des insurgés talibans, a annoncé l'Isaf samedi, sans préciser le nombre de victimes.
Les appareils de l'OTAN ont visé deux véhicules supposés transporter un chef taliban et ses adjoints, mais il s'est ensuite avéré qu'il s'agissait de civils, a expliqué l'organisation, précisant qu'une enquête avait été ouverte. ...
PREMIÈRES VICTIMES DU CONFLIT
Les civils sont les premières victimes du conflit afghan, entré dans sa dixième année. L'année 2010 a été la plus meurtrière pour les civils (2 777 morts), a récemment annoncé l'ONU, précisant néanmoins que plus de 75 % des victimes civiles (tués et blessés) étaient liées aux insurgés et que le nombre de celles dues aux opérations de l'OTAN avaient baissé de 21 % par rapport à 2009. L'Otan est néanmoins mise en cause dans plusieurs bavures depuis le début de l'année"...
in "Le Monde"
sábado, 26 de março de 2011
"...Amor com maior beleza e imaginação"
José Cardoso Pires por Júlio Pomar
(...)«A luta política, aquela que vai às raízes, entenda-se, é uma técnica de construir a felicidade. O livro e a arte enriquecem o homem, é certo; mas não é menos certo que não se pode escrever ou desenhar a palavra Amor, indiferente às vítimas do ódio que nos rodeiam ou ignorando as desigualdades e os pavores. Se hoje o meu, o nosso orgulho de cidadãos é o de, pela primeira vez, podermos adormecer com a consciência de que ninguém neste país está a ser torturado, isso só exige que defendamos esse privilégio com vigilância dobrada e que escrevamos a tal palavra Amor com maior beleza e imaginação.(...)
de José Cardoso Pires numa homenagem a José Dias Coelho realizada em 19 de Junho de 1974 na SNBA
sexta-feira, 25 de março de 2011
"TGIF"

“‘OMG ! C’est peut-être TMI, mais IMHO ces nouvelles entrées sont très LOL (FYI)’”, dit Kevin à son BFF.” Si vous ne comprenez pas la totalité de la phrase, vous pourrez trouver une définition de ces sigles dans l’Oxford English Dictionary.
Pour l’édition de mars 2011, la version en ligne du dictionnaire justifie l’entrée de ces sigles “qui sont très fortement associés à la sémantique électronique”. OMG, comprendre “Oh My God”, IMHO, “In My Humble Opinion”, FYI, “For Your Information.
“Pas de trace de LOL” dans les dictionnaires français, commente Ecrans.fr, qui relève une remarque de Jacques Florent, directeur éditorial des dictionnaires Larousse, pour qui “si un mot ne figure pas [dans Le Petit Larousse], cela ne veut pas dire qu’il est impropre à la consommation”. FYI.
in "Le Monde"TGIF!!!
Have a nice we!
quinta-feira, 24 de março de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
PIGS...
"Le Portugal est considéré par les marchés depuis plusieurs mois comme le prochain candidat le plus probable à une aide financière extérieure de l'UE et du Fonds monétaire international, à l'instar de la Grèce et de l'Irlande en 2010. En marge de la réunion de l'Eurogroupe lundi, le ministre des finances portugais, Fernando Teixeira dos Santos, a ainsi mis en garde contre une crise politique qui pourrait "pousser le pays dans les bras de l'aide extérieure".
De son côté, le chef de file des ministres des finances de la zone euro, Jean-Claude Juncker, a rappelé au Portugal ses "engagements", soulignant que les mesures annoncées par Lisbonne avaient déjà été non seulement endossées par la Commission européenne et la Banque centrale européenne, mais "faisaient partie du paquet (de décisions) adopté le 11 mars" par les dirigeants des pays de l'Union monétaire".
LEMONDE.FR avec AFP et Reuters
segunda-feira, 21 de março de 2011
O tio Fernando (3)
Se fosse vivo, o meu tio Fernando teria hoje 82 anos
"Mas a chama que a vida em nós criou
Se ainda há vida ainda não é finda
O frio morto em cinzas a ocultou
A mão do vento pode erguê-la ainda"
Fernando Pessoa, Mensagem
sábado, 19 de março de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
Nous ne devons pas ignorer
"La Ligue Arabe vient de proposer officiellement au Conseil de Sécurité de l'ONU une résolution pour établir une zone d'exclusion aérienne au-dessus de la Libye. Ville après ville, les forces de Kadhafi écrasent la rébellion et un châtiment brutal attend les Libyens ayant osé défier le régime. Si nous ne persuadons pas l'ONU d'agir, nous pourrions assister à un bain de sang...
"Une doucereuse parabole marine"...
"Marine Le Pen, débarquant à Lampedusa, une des îles les plus méridionales de l’Europe où accostent souvent des boat people en provenance d’Afrique, a usé d’une doucereuse parabole marine : si elle n’écoutait que son cœur, elle inviterait ces émigrés à “monter dans sa barque”… "Langue sauce piquante" um dos excelentes blogs do "Le Monde"
terça-feira, 15 de março de 2011
... e depois?
"Um grupo de "bloggers" lançou hoje nos blogues e redes sociais o movimento "já basta", exigindo a demissão do Governo, dizendo-se "provenientes das mais diversas áreas políticas", assumem que foram incentivados pela mobilização do protesto da "Geração à Rasca"."Esta ideia nasceu de conversas informais entre bloggers, pessoas de esquerda, de direita, sem partido e independentes, que consideram que este Governo deve sair, seja demitindo-se, seja pela exoneração"...
Ok, e depois? quem governa???Segundo este blogger, "a ideia nasceu de conversas informais (?!) entre vários bloggers" sendo o "cimento agregador" (!?) a ideia de que o Governo deve sair, sem concretizarem (?!) se deve ser exonerado ou se deve demitir-se. É isso que junta pessoas de blogues diferentes, como o Aventar, mais à esquerda e o 31 da Armada, de direita",... (!!!)
Cântico Negro
“Vem por aqui” — dizem-me alguns com os olhos docesEstendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: “vem por aqui!”
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali…
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos…
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: “vem por aqui!”?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí…
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?…
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos…
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios…
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios…
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: “vem por aqui”!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou…
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
José Régio
dito por João Villaret
domingo, 13 de março de 2011
O Tio Fernando (2) - A Índia Portuguesa, exemplo de opressão
O tio Fernando em Goa
"Isso determinou a minha vida cuja experiência mais impressionante se passou naquele país. Fui, com um mínimo de preparação, cair numa situação colonial, de que nem sequer fazia ideia. Pela primeira vez, tive a sensação do que é um povo oprimido e do que é um povo opressor. E tive-a da maneira mais cruel, ao ver o pavor que a tropa causava aos goeses e, principalmente, às goesas.
Tinha já uma grande bagagem de leitura proporcionada por uma tertúlia que se reunia numa pequena leitaria defronte do Jardim-Cinema. Rapazes mais ou menos ligados ao Pedro Nunes que andavam nas Faculdades e debatiam problems, trocavam livros, conversavam. Adquiriamos assim uma preparação política teorica com alguma importância mas foi a Índia que me chamou a atenção para coisas muito decisivas no meu futuro. Vivi lá dois anos e meio que constituiram, efectivamente, o início da minha consciencialização política.
Eu sabia das desigualdades, das opressões, das prepotências que existiam em Portugal mas não as sentia de facto. Na Índia vi, pela primeira vez, povos a oprimirem outros povos. A sociedade indiana estava completamente estratificada por classes em que uns eram escravos de outros. Sobre isto, o paternalismo português a proteger os mais fortes contra os mais fracos. Raras vezes tera havido no Mundo maiores diferenças entre ricos e pobres, como acontecia na Índia. Isso chocou-me profundamente"...
Extrato da primeira de uma série de entrevistas, recolhidas por Martinho Simões, sob o título "Um revolucionário confessa-se" -Memórias de Fernando Oneto- publicadas no "Diário de Notícias a 10 de Fevereiro de 1975
Libellés :
India,
Tio Fernando
sábado, 12 de março de 2011
O Tio Fernando (1)
O tenente Fernando Oneto em Mafra (1953/4)
"…Sou originário de uma família de média burguesia lisboeta, naturalmente conservadora, em que o problema político era aflorado em termos perfeitamente convencionais.
Lembro-me, por exemplo, de que quando acabou a guerra de Espanha, em minha casa (morava nessa altura num velho palacete na Lapa), foram hasteadas, lado a lado, as bandeiras espanhola e portuguesa. Confessava-me nos Jesuítas. Estava encarreirado para tudo, menos para o que iria acontecer.
O meu irmão mais velho foi para o colégio de Santo Tirso (o meu pai exigiu que lhe dessem o numero 290, o seu, muitos anos antes, nos Jesuítas de São Fiel). Repito: uma família burguesa, tradicionalista, conservadora. Digo, com frequência, que, se alguma coisa fiz na vida, não foi a família que ajudou.
O meu irmão estudava violino, porque o padrinho era violinista e a minha irmã dedicava-se ao piano porque era suposto que as raparigas o deveriam fazer. Nenhum tinha o mínimo ouvido para a musica: nunca vi negações maiores... A mim, que sou capaz de assobiar, de ouvido, a parte de piano do “Concerto n° 2” de Rachmaninoff, não me ensinaram nada.
Fisicamente era de uma debilidade total. Tivera gânglios nos pulmões e por isso os meus pais vigiavam-me com cuidados permanentes. Era o “menino”. Essa minha falta de saúde originou alguns pequenos-grandes vexames, o maior dos quais sucedeu no dia em que entrei para o Liceu Pedro Nunes. Cheguei com uma criada atrás que me levava a pasta. Fizeram-me uma surriada monstra de mistura com uns “caldos”. E como era fraquinho, o meu pai pediu para que eu fosse dispensado de ginástica. Isso marcou-me terrivelmente: os meus colegas a executarem os exercícios e eu sentado num banco a ver. Depois, tendo o meu pai adoecido gravemente, aquele centralismo paternalista perdeu força e eu, que aos dez, onze anos, fora para o liceu acompanhado da criada que me levava a pasta, no quarto ano era o ponta-direita da equipa de futebol do Pedro Nunes. No quinto, estava como profissional do Estoril Praia onde ganhei o meu primeiro ordenado, seiscentos escudos mensais, a jogar futebol. Chegava a casa às seis da manhã. Quer dizer: começava a ser um “galdério” de todo o tamanho.
O meu pai morreu quando eu tinha 17 para 18 anos, o que também influiu no nosso estilo de vida. Não éramos ricos, mas ele pudera proporcionar-nos um desafogo material bastante bom. A sua morte trouxe dificuldades financeiras à família. Por outro lado, a disciplina da casa baseava-se no autoritarismo que ele impunha. Desaparecido o chefe, o clã desagregou-se. Entrei abertamente no sistema que já vinha praticando: “Jardim-Cinema”, “bonecos”, miúdas. Em suma, a carreira clássica de um desocupado com menos de 20 anos.
Deixei de jogar futebol. O treinador Biri convocava-nos para as 8 da manhã e eu faltava porque a essa hora estava a deitar-me... até que fui posto perante um problema em que nunca tinha pensado, a tropa. O meu irmão, que já era militar, chamou-me a atenção para a circunstância de ser preferivel frequentar o curso de oficiais milicianos, entre outras razões por que ganhava mais. ”Ganhar mais” dizia-me qualquer coisa. Pedi dinheiro à minha mãe e fui estudar. Num ano, fiz a “cadeira” que me faltava do sexto, fiz o sétimo ano e a admissão à Faculdade (que frequentei vagamente, só por causa da matricula) e fui apanhado pela tropa.
Começa aqui, de facto, o meu esquema de vida nocturna em Lisboa com “boîtes”, cabarés, jogo, festas, mulheres, o roteiro normal de uma certa classe de meninos daquele tempo. Antes da tropa, durante a tropa e depois da tropa.
Estava em Infantaria 1 quando se deu o caso da Índia, com a invasão de Dadra e Nagar Aveli. O comandante ofereceu o Regimento e eu considerava-me o ultimo dos homens se não fosse um dos voluntários a marchar."...
Extrato da primeira de uma série de entrevistas, recolhidas por Martinho Simões, sob o título "Um revolucionário confessa-se" -Memórias de Fernando Oneto- publicadas no "Diário de Notícias a 10 de Fevereiro de 1975.
Subscrever:
Mensagens (Atom)





































