"PSP e secretas esperam maiores tumultos desde PREC
Polícia e SIS já têm elementos no terreno para antecipar as acções de grupos organizados que podem criar grande agitação social.
A agitação social deve crescer e pode atingir proporções nunca vistas nos últimos 30 anos. A previsão é de um grupo de comandantes da PSP, feita num relatório confidencial a que o DN teve acesso. O descontentamento popular com a crise económica faz a polícia e os serviços secretos temerem actos violentos. Por isso, já têm agentes a identificar grupos e protagonistas da contestação."
O DN anda a fazer o jogo de quem com este título "racoleur"?
"Rendez-vous culturel de la rentrée, Nuit Blanche 2011 s’annonce à nouveau comme un grand moment de partage, de découvertes et de rencontres uniques, sous le signe de l’exigence, de l’émerveillement et du plaisir de la découverte."
O ano passado "ma nuit blanche" começou "pop" na Gulbenkian e acabou nos "quais", junto ao Musée de l'Art moderne, em festa eslava, com salmão fumado, blinis e vodka, na mais antiga "cantine" russa de Paris. Este ano veremos onde acaba...:)
"(...) Portugal acabou por ser uma surpresa para o mundo: desde logo, pelo modo muito próprio como havia feito a sua Revolução e, em especial, como dela saiu para a democracia e desta para a integração europeia. Aos olhos externos, o nosso país conseguiu, com uma insuspeitada facilidade, instalar e aculturar um regime democrático que se provou funcional e, sem se afastar da sua herança africana, soube simultaneamente voltar-se, com uma quase naturalidade, para um projecto integrador a que só remotamente estivera ligado, embora já partilhasse a cultura de mercado que lhe estava na génese.
(....) Neste ponto, alguns poderão estar a pensar: mas, afinal, Portugal tem uma cultura antiga, tem uma História, teve momentos gloriosos na sua muito longa existência como país. Ora isso deve fazer parte, com certeza, do seu reconhecimento exterior.
Receio ter de dizer isto, mas um erro muito comum no imaginário português é o de pensar que o mundo continua a lembrar Portugal pela glória das Descobertas, pelo período áureo de “quinhentos”. O facto de termos hiperbolizado, dentro de Portugal, e em especial durante o Estado Novo, essas imagens de grandeza não significa necessariamente que o mundo ainda seja obrigado a medir-nos à luz delas. Sei que não faz bem à nossa auto-estima lembrar isto, mas temos de assumir que essas glórias, embora constitutivas da nossa identidade como nação, são já longínquas no tempo.
Outros já terão notado que, depois de Sagres, passámos por um declínio muito grande como país, com o lento desfazer da aventura imperial, com quebras drásticas no nosso poder económico e com a consequente perda de importância da nossa afirmação política à escala global. Até o facto de não termos sabido descolonizar a tempo nos agravou uma imagem de perdedores na História, só atenuada pelo contraponto positivo das liberdades que o 25 de Abril, se seguida, nos trouxe. Goste-se ou não, a História que verdadeiramente conta, para a fixação da imagem dos países, é a História contemporânea ou, pelo menos, a versão contemporânea da História. E, nesse retrato, a nossa imagem não é globalmente positiva" (...).
Enxertos da magistral intervenção (que deve ser lida aqui) do Embaixador Francisco Seixas da Costa na conferência “Economia portuguesa: economia com futuro”, Lisboa, 30 de Setembro de 2011.
(...) Se a lei do enriquecimento ilícito já tivesse sido aprovada a "direção do PSD Madeira já estava na cadeia há muito tempo", afirmou ontem à noite no programa "Quadratura do Círculo", da SIC Notícias, o presidente socialista da Câmara Municipal de Lisboa. António Costa excluiu, no entanto, Alberto João Jardim. (...)
"Tomorrow, September 28, European Commission President José Manuel Barroso will deliver his annual State of the Union Address. In these turbulent times, we wanted to give people a chance to make their voices heard and ask their questions about the EU. So we teamed up with broadcaster Euronews and invited President Barroso to answer your questions in a special, live YouTube World View interview that will take place on Thursday, October 6 at 10:00am Central European Time.
Starting today, we invite you to submit your questions for President Barroso via youtube.com/worldview. Questions can be on any topic, from the Euro crisis and austerity measures to growth and jobs, from foreign policy and immigration to ethnic minority issues, human rights and the environment. You can ask written or video questions—and view and vote on other people’s questions—in any of the European Union’s languages, thanks to Google Translate.
During the interview on October 6, hosted by Euronews anchor Alex Taylor, the President will answer a selection of the most popular questions, as determined by your votes. The interview will be streamed and broadcast in multiple languages on both YouTube and Euronews.
President Barroso’s interview will be the first multi-lingual livecast in the World View series, which gives anyone with an Internet connection the ability to pose questions, vote on what’s most important to them and get answers directly from senior politicians and world leaders. President Barroso’s interview follows interviews with U.S. President Obama, President Kagame of Rwanda, U.K. Prime Minister Cameron, Spanish Prime Minister Zapatero and Israeli Prime Minister Netanyahu.
Whatever your question, President Barroso wants to hear from you. Be sure to submit your question via the World View channel before midnight CET on Wednesday October 5".
"Je me suis dit : 'Mon Dieu, mais il faut que j'épouse cet homme. C'est le chef de l'Etat et il sait tout sur les fleurs également. C'est incroyable'."...
La Grande Dame de la chanson française a tiré sa révérence. Les poètes ne meurent pas. Ils s'en vont, fatigués, meurtris mais ne disparaissent jamais, n'est-ce pas, Tim Tim?
(...) Despite serious questions about his guilt, the execution followed the U.S. Supreme Court's rejection of a stay, allowing the state to proceed. Troy Davis was declared dead at 11:08 p.m (...).
Maio e Setembro mantêm a tradição de serem os meses mais generosos a dar novas esperanças à nossa família como têm sido, de há três anos a esta data, o fim do percurso das que as deram à luz. Nestes últimos meses, perdemos três mães-avós-e-bisavós, todas viúvas. Ontem houve um enterro, hoje há outro. Esperamos que não haja um quarto nos tempos mais próximos porque é a última memória da família.
"Hoje procuro um lugar sublime para a lembrar perdoe se é aqui que me venho aconchegar
mas nesta casa que há meses descobri em noite de eclipse
sinto que as palavras e os medos se habituam
e há um canto onde fico" no meu canto"
e uma janela que posso abrir ao vento
desculpe-me Helena se aqui entro
Amanhã, vinte e um, era o seu dia
eu abria o Verão
ela o fechava
Foram tantas festas, riso, sedução
em tudo era melhor
Mais alta, mais bela, mais inteligente
e quando alguém se esquecia do seu encanto
ela com gestos de pavão
lembrava...
Foi longe nos sonhos e projectos
nada a vencia
lutou por um País diferente
nada a demovia
escolheu para tema do seu doutoramento
a poesia inglesa" mais medieval"
aprendeu a língua estranha e os costumes
e sonhava sem medo
com o dia
em que diria tudo o que fizera
frente aos "Doutores"
Estava tudo pronto
resmas de papel e informação
quando chegou a foice da doença
e trouxe a morte pela mão
Eu só era melhor a fazer versos
e quando crianças, à noite, à desgarrada
a nossa mãe ralhava que era tarde
debaixo dos lençois
se abafava a gargalhada
Durante meses de tormenta
olhaste nos meus olhos
como se apenas eu
te pudesse proteger
como nos velhos tempos do Liceu
Amanhã vou até lá contar-te as novidades
nem sei se te fale deste país
mas das nossas meninas e meninos
falarei decerto
um dia uma borboleta branca afagou-me o rosto
naquele lugar diferente, lá no cimo da colina onde há lagos, patos e ruínas de moinho
e eu pensei que eras tu
ou quis pensar
Amanhã como sempre levarei flores
para ti e para ela
Sofia de Mello Brynner
que Deus quis
fosse tua vizinha do lado
Quero acreditar
que em noites de luar
dirão à desgarrada
poemas
como nós
Shiu meninas... vá lá... que já é tarde..."
ERA UMA VEZ, E uma honra, para mim e para esta casa, acolher esta belíssima homenagem à memoria da sua irmã. Logo estarei consigo, e por favor, diga-lhe, com uma flor, que tem uma irmã formidável. Bem haja querida amiga!
Mudando de assunto, convido-vos a passear por este excelente artigo de David Castello-Lopes e Gaële Faure:
"La séduction parfois désuète de Lisbonne est restée intacte"
Une promenade de quelques heures dans le quartier de l'Alfama a en effet de quoi réjouir le touriste en mal d'exotisme méridional : façades immémoriales délicieusement délabrées, guirlandes de linge qui volent avec la brise, cris lointains de maîtresses de maison énervées qui résonnent sous la canicule. L'Alfama, étendard touristique lisboète, a le charme de l'authenticité. Et on a beau s'y promener pour la centième fois, il est toujours miraculeux de voir le cœur d'une capitale européenne, fait de ruelles tortueuses et de vues imprenables sur le Tage, habité par des classes populaires (...)"
"No próximo dia 9 de Outubro, os madeirenses têm uma escolha decisiva a fazer, que vai muito além do significado de mais uma monótona eleição regional e mais uma inevitável vitória do personagem que os governa há 31 anos. Trata-se de escolher entre Portugal e o dr. Alberto João Jardim: tão simples quanto isso. Que os madeirenses não se importem nem tenham vergonha de serem governados por aquele que é o governante há mais tempo no poder desde que o coronel Kadhafi foi apeado pelo povo que tanto o amava, e por quem, não governando exactamente em ditadura, governa contudo numa palhaçada de democracia - em que controla toda a imprensa, despreza o Parlamento, insulta livremente os adversários a coberto de um regime de impunidade que fez votar, dispõe sobre todos os negócios públicos, manda nos clubes de futebol e emprega um séquito fiel de 30.000 funcionários regionais (24% dos empregados na Região) - é coisa que, a meu ver, fica mal aos madeirenses, mas, enfim, gostos não se discutem." Miguel Sousa Tavares (www.expresso.pt)
"An impeccable disaster (...) So will the E.C.B. do what needs to be done — lend freely and cut rates? Or will European leaders remain too focused on punishing debtors to save themselves? The whole world is watching". byPaul Krugman for "The New York Times"
Composição baseada num canto tradicional do Quénia a descobrir no álbum "Cantos da Babilónia" do maestro e compositor Pedro Osório que merece ser conhecido e divulgado.